Nossa História


Esta história se mescla com a de sua fundadora a Sra. GLÓRIA JULIETA RÉGIS, nascida em 1938, em Oran Salta, província de Salta/AR (fronteira da Argentina com Bolívia), filha e neta de militares, criada dentro de quartéis, quando completou 18 anos ingressou na ESCUELA DE ENFERMEROS DE LA CRUZ ROJA ARGENTINA na filial Mendoza/AR, seguindo todos os padrões de socorrismo em situação de guerra, catástrofes e calamidades públicas. Para estar totalmente preparada fez o curso de Instrução de Combate e de Campo dado por médicos militares no ”2o. Batalhão de Zapadores de Montanha”.
Em 1961 ingressa no Serviço Especial do Exército da Argentina, logo depois foi enviada a Montevideo-Uruguai, onde fez curso de Logística Operativa, depois de dois anos de trabalho viaja em missão para outros países da América Latina, tais como Chile, Bolívia, Peru, Venezuela e Equador onde encontrou situações de guerrilha e conflitos armados. Esteve cumprindo serviços especiais nos EEUU e México, onde viveu 4 anos e de onde saiu para cumprir missões na América Central, tendo a oportunidade de acompanhar contingentes de ajuda Humanitária para a Guatemala, Onduras, Nicarágua e Costa Rica, países afetados por guerras internas e conflitos territoriais, tendo de utilizar tudo que aprendeu nos cursos de instrução militar, sobrevivência e enfermaria. Retornou à Argentina quando viveu o horror de ver seus conterrâneos soterrados, feridos e desabrigados. Junto das muitas famílias sentiu a perda de centenas de pessoas no terremoto de Caucete, província de San Juan, na zona da Cordilheira dos Andes, onde seus conhecimentos foram muito necessários, pois mesmo nos locais onde esses eventos são comuns, as pessoas não estão preparadas à altura dessas circunstâncias, pois os recursos são poucos e o tempo é inimigo de todos: dos muitos feridos, dos soterrados, dos desaparecidos e das famílias que aguardam desesperadas alguma notícia de seus entes, como também do pessoal em missão de resgate. Onde não só os vivos requerem cuidados, mas também os mortos, por significarem perigo à saúde. Veio viver no Brasil em 1979 vem ao Brasil estudar e obtém o grau de doutorado pela Sociedade Internacional de Psicoembriologia. Muda-se para Uruguaiana/RS em 1982, onde funda uma filial da CV e treina voluntários socorristas. Formando convênio com a Prefeitura de Uruguaiana, manteve um grupo de ajuda para todo tipo de atividades próprias do Departamento de Saúde Municipal, com sucesso. Ampliando seu contrato de trabalho, em 1984 se transfere para São Paulo onde realiza aulas de diferentes temas na Escola de Enfermeiras da Cruz Vermelha. Ali fica sabendo que em Santos existe uma filial que está fechada há 30 anos, solicita então permissão para reativar-la. Nesse mesmo ano, organiza e reativa a filial Santos, através de contatos com pessoas da sociedade e com o secretário geral da CV, onde, formando voluntários abriu caminho para os trabalhos junto ao Corpo de Bombeiros. Reativou também a sede de Cubatão, em 1989, onde foi coordenadora Geral das atividades de campo. Morando em São Vicente, sente necessidade de também fazer algo por seu Município, passando a fazer parte dessa filial como Coordenadora Geral e onde abre a escola de voluntários e organiza o grupo de ajuda local. Por razões particulares, viaja aos EEUU, de 91 a 94, sendo convidada a participar dos cursos de Guerra Biológica, Atualização do Curso de Combate para Socorristas Militares e Curso de Comando e Liderança em Conflitos Armados, na National Guard Army, em Sto Agustín/Florida. Ao fazer o curso de Guerra Biológica sentiu uma forte necessidade de instalar no Brasil um grupo similar ao Armed Forces Emergency Services (Serviço de Emergências das Forças Armadas), formado por voluntários das FFAA, que colaboram especialmente nos casos de catástrofes e calamidades, muito comuns naquele país. Nasce então a Força Tarefa de Saúde Militar, em dez de 1998, que por razões de regionalização, era apadrinhada pelo 2o. Batalhão de Caçadores de São Vicente, onde foram realizados, junto ao depto. de Saúde do Batalhão, o Treinamento de Campo e Instrução Militar aos voluntários de escolas de enfermagem. Em 1997 monta o segundo grupo, formado no curso de Fiscalização de Navios Mercantes, pela Capitania dos Portos da Santos. Os dois grupos realizaram várias campanhas de vacinação e em especial a Campanha de saúde e estágio na Aldeia Guarani de Itanhaém, tendo como Coordenadora Geral a Dra. Glória Regis. Encerrou seus trabalhos na filial da CVSV, por motivos alheios à sua vontade, porém manteve-se no firme propósito de criar um grupo de ajuda humanitária independente, de trabalho sério e competente. Todos nós sentimos todos os dias, por razões diversas, a necessidade de estarmos bem preparados para as intempéries do dia a dia do brasileiro, e sabemos que aqui ninguém está livre de grandes e pequenas catástrofes e calamidades, que ocorrem em todos os cantos, que as doenças proliferam e pouco se faz em termos de prevenção. A FORÇA TAREFA DE SAÚDE MILITAR vem para mostrar que pode ajudar tanto na paz quanto na guerra, que podemos ser úteis à Pátria, à Humanidade e às Instituições, assumindo nossa cidadania e estimulando as pessoas a também fazê-lo, valorizando aqueles que dispõem suas vidas em nossa defesa, e exaltando o amor pela nossa Pátria. A história das enfermeiras da Cruz Vermelha e do Exército está ligada desde a sua criação em Genebra na Suíça em 1864, com o propósito de criar grupos de voluntários para socorros em guerra, LOGICAMENTE EM CONVÊNIO COM OS GOVERNOS E EXÉRCITOS da Europa. Foi proposto pelo Sr. Henry Dunant, fundador da CV, que os governos protegessem os socorristas, nascendo assim o que hoje é chamada CICR e daí para adiante 170 países aderiram ao acordo até os dias de hoje, cumprindo os desígnios de proteger os feridos, civis e militares, dentro dos horrores da guerra.

 
© 2008 Força Tarefa de Saúde Militar